Vou ser publicada na Faísca, Brasiiiil!

Oi, gente!Hoje vim falar de coisa boa, mas, desculpem, não é TopTherm™. No início de 2021, decidi ativar o modo “escritora que finalmente entendeu que vai ser rejeitada milhões de vezes antes de receber um sim” e dar um basta à autocomiseração ridícula que me afligia há uns bons dois anos. A primeira coisa queContinuar lendo “Vou ser publicada na Faísca, Brasiiiil!”

O sapo de pelúcia

Dólar a R$ 2,14 (um absurdo para a época); os centavos juntados para conseguir pagar os boletos.  Minha primeira viagem sozinha, minha primeira viagem internacional.  A primeira vez que conversei com estadunidenses sem ser por escrito; a primeira vez que perdi um voo de conexão.  A primeira vez que vi o quanto eu não pertenciaContinuar lendo “O sapo de pelúcia”

Assexualidade, arromanticidade e o serviço público prestado por Alice Oseman

A sociedade é obcecada por sexo. Se você não faz ou se sexo não é quase uma prioridade na sua vida, provavelmente algum problema você tem. Se você declarar que não se lembra da última vez que beijou alguém ou que sentiu vontade de estar num relacionamento (e não se lembra porque provavelmente a vontadeContinuar lendo “Assexualidade, arromanticidade e o serviço público prestado por Alice Oseman”

Luz em meio ao caos

Estamos vivendo em um universo paralelo, isso é um fato. Em algum momento, atravessamos alguma barreira invisível enquanto a Terra girava e acabamos em um lugar onde não pertencemos. Sabe esse monte de gente antivacina e bolsonarista? Então, essas pessoas são parte deste universo novo; as pessoas do nosso mundo ficaram lá no nosso mundoContinuar lendo “Luz em meio ao caos”

Tela azul

Eu não aguento mais tanta gente morrendo. Eu não aguento mais estar 5 dias atrasada nas tarefas (de acordo com meu planner). Eu não aguento mais não aguentar mais e continuar aguentando, como dizia um post que vi ontem no Instagram. O mais triste é saber que não estou sozinha. Geralmente, não estar sozinha éContinuar lendo “Tela azul”

O Globo de Ouro de Gillian Anderson e o que isso tem a ver comigo

Eu comecei este post querendo ser profunda, mas a escrita não estava fluindo. Isso, para mim, é sinal de que estou escrevendo errado, sem coração. O que eu queria falar mesmo era de como meu coração se encheu de ver Gillian Anderson ganhar o segundo Globo de Ouro de sua carreira, de como eu aContinuar lendo “O Globo de Ouro de Gillian Anderson e o que isso tem a ver comigo”

Uma mente criativa num mundo capitalista

“Me dê atenção, me dê atenção! Você tem que escrever sobre isso AGORA! E, já que está me dando atenção, aproveita e grava aquele vídeo, organiza sua vida pra 2021 e põe no papel todas essas ideias que você me deu.”O trabalho à espera limpa a garganta um pouco alto demais.“Sabe, eu até entendo queContinuar lendo “Uma mente criativa num mundo capitalista”

A Doutora humana demais

Será que é possível morrer de ansiedade? E não no sentido figurado, mas no sentido de estar lá, escrito na certidão de óbito: “Causa da morte: ansiedade”? Respira. Para de pensar em morte. Nada é tão grave assim a ponto de você morrer. – pensa ela. Exceto os pensamentos que levam ao coração acelerado, oContinuar lendo “A Doutora humana demais”

A arte do movimento

Às vezes acordamos mesmo desanimados com a vida. Não queremos fazer nada, os projetos que temos parecem, de repente, ter ficado idiotas demais, inúteis demais, ridículos demais. Tem dias em que não queremos sair da cama (se estiver frio, então, aproveitamos até a desculpa de que a gata não quer sair da cama e, porContinuar lendo “A arte do movimento”

A surpresa de não se surpreender

Pego um lápis, o marca-texto, as flags. Abro o livro. Leio duas frases. Marco o uso da palavra naquele lugar específico, me pergunto o que aquilo quer dizer. Leio mais alguns parágrafos, vejo que a cena muda abruptamente. Paro. Volto. Vejo onde exatamente a mudança aconteceu. Vejo que o autor jogou uma pista ali. MarcoContinuar lendo “A surpresa de não se surpreender”