
E se o futuro do seu país fosse colocado nas mãos de uma barata?
Pode parecer que estou falando do governo atual, mas essa é apenas a pergunta na qual o “conto longo” – A barata – se baseia.
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A barata – escrito por Ian McEwan, publicado pela Companhia das Letras e traduzido por Jorio Dauster – é basicamente uma sátira do Brexit, tendo como personagem principal uma barata que, de repente, acorda no corpo do primeiro-ministro britânico.
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Apesar de bem fundamentado e de realmente ser possível ver as caricaturas de várias figuras da política que conhecemos, a maior parte da história é tediosa e apresenta alguns pontos questionáveis. A parte mais interessante mesmo é o posfácio, onde o autor explica de onde tirou suas ideias e o que tentou fazer com a obra. Talvez eu tivesse preferido ler um artigo escrito por ele sobre o assunto do que um livro de ficção.
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De qualquer forma, é uma leitura rápida e que causa algumas risadas de vez em quando. Pode ser uma boa opção para aqueles momentos em que estamos entre uma leitura e outra, esperando num consultório médico ou apenas de bobeira em casa.
Para quem quiser adquirir, o livro pode ser encontrado aqui.